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Hevia
Hevia
Raras vezes tradição e modernidade se fizeram tão amigas. Tambores e didgeridús australianos, de mãos dadas com baterias. Cantares tradicionais das mulheres dos Picos da Europa, partilhando território com os ritmos frenéticos do fim do milénio. A gaita secular alia-se à magia da electrónica.

Tudo isto é parte essencial da obra musical do gaiteiro astuariano Hevia - banda sonora de um povo da montanha e, simultaneamente, de qualquer lugar do planeta e um exemplo convincente de música revestida de intemporalidade.

José Angel Hevia Velasco nasceu em Villaviciosa, Astúrias - Espanha, no ano de 1967. Tinha apenas dez anos quando tocou gaita de foles pela primeira vez . Não eram bons tempos para a tradição mas Hevia já estava irremediavelmente ligado à música popular. “A primeira vez que vi uma gaita de foles, nunca o esquecerei, tinha quatro anos e estava a passear com o meu avô mineiro”, conta. “Era um homem que não estava a tocar naquele momento, mas que permanecia abraçado à gaita. Essa imagem levou-me a pensar que este instrumento não se reduz apenas à sua música: considero-o a própria representação do povo.”

Desde esses tempos remotos, José Ángel e a sua gaita de foles formam um binómio indissolúvel. Hevia foi um aluno aplicado e licenciou-se em Filologia Hispânica (“Gostaria que algum dia se estudasse Filologia Asturiana”, suspira), mas nunca chegou a dar uma única aula de Filologia.

 O seu rumo seguiu caminhos bem distintos: primeiro, como insaciável aprendiz de gaiteiro; mais tarde, lançando a semente, com a fundação de distintas escolas de gaitas; por fim, participando em concursos e certames por todo o país.

Em 1991 ganhou o 1º prémio na “Mostra Nacional de Música Folk para Jovens Intérpretes do Instituto da Juventude”, organizado pelo Ministério dos Assuntos Sociais; nesse mesmo ano, juntamente com Santiago Caleya, ganhou o 1º prémio de “Investigação Etnomusicológica, Eduardo Martínez Torner”, do Conservatório Superior de Música de Oviedo, com o seu trabalho: Método de Gaita Asturiana.

Em 1992 ganhou em Oviedo o 1º prémio do “Troféu para solistas de gaita, Memorial Remis Ovalle” e em Lorient (França), o 1º prémio do “Troféu para solistas de gaita do Festival Intercéltico de Lorient”.

Em 1993 alcançou o 1º lugar no “I Concurso e Mostra de Folclore  Cidade de Oviedo”, na modalidade de gaiteiros solistas, enquanto as suas bandas de gaitas alcançavam os lugares cimeiros na modalidade de Bandas de Gaitas. Ainda nesse ano venceu, com Maria José, o “Concurso para Duos de Instrumentistas Tradicionais” em La Chatre (França).

Em 1994, duas das suas bandas alcançaram uma vez mais os lugares cimeiros do “II Concurso e Mostra de Folclore Cidade de Oviedo”, com inovadoras versões de temas tradicionais. Nesse mesmo ano foi-lhe atribuído um prémio pela “Promoção do Folclore e Tradições Asturianas” .

Em 1995 voltou a ganhar o 1º prémio na modalidade de solistas de gaita no “III Concurso e Mostra de Folclore Cidade de Oviedo” e recebeu o 1º prémio do “Troféu para Solistas de Gaita; Memorial Remis Ovalle”.

 Em 1996, na modalidade de solistas de gaita, ganhou o 1º prémio no “IV Concurso e Mostra de Folclore Cidade de Oviedo”.

Merece destaque uma das grandes novidades introduzidas por Hevia, o instrumento que figura como “gaita electrónica multitímbrica” e que o músico define assim: “É para a gaita de foles o que o teclado electrónico é para o piano.” Trata-se de uma gaita MIDI que permite ao seu executante imitar o som do violino, da flauta, do acordeon e outros instrumentos, o que multiplica extraodinariamente as possibilidades do instrumento. O invento nasceu nas  aulas de gaita de foles de Hevia, com um objectivo bem prosaico: que o aluno pudesse praticar em casa com uns auscultadores, não incomodando a vizinhança. Mais tarde, este músico, graças à gaita MIDI, começou a dar aulas a alunos de todos os pontos do mundo, em tempo real, através da Internet. Este facto fez com que alguns puristas levassem as mãos à cabeça, mas Hevia confessa estar muito pouco preocupado com o assunto. “O purismo é muito necessário, mas acho que deve ser compatível com a investigação virada para o futuro.”, assegura. E conclui: “ O que não quero é que as gaitas terminem nas vitrines de museus.”

Hevia, aplicando a alta tecnologia a um dos instrumentos musicais mais tradicionais, tornou-se um sucesso de vendas. Ganhou o prémio “Ondas” e o de “Artista Revelação 1999” na área da música e, mais tarde, o Prémio Dial e o Multiplatinum, concedido a nível internacional a todos os artistas com mais de um milhão de discos vendidos na Europa.

“Étnico ma non troppo”, gravado e produzido pelo próprio músico, e editado em finais de Abril de 2003, esteve na origem de nova digressão internacional em 2003-2004.

Discografia:
1998 – “Tierra de nadie”
2001 – “Al otro lado”
2003 – “Étnico ma non troppo”
2007 – “OBSESSIÓN”



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